Alvo da PF, Pimentel afirma que Justiça perde ao transformar inquérito em espetáculo
Foto: Reprodução/ G1
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), afirmou nesta sexta-feira (26) que a Justiça perde ao transformar inquéritos policiais em "espetáculos midiáticos, pirotécnicos". Pimental é alvo da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizar a abertura de inquérito para apurar o envolvimento do político nos fatos investigados pela força-tarefa. "Sem dúvida nenhuma perde a Justiça, e perde muito, quando os inquéritos se transformam em espetáculos midiáticos, pirotécnicos e colocando, jogando no lixo as regras judiciais, e até de sigilo judicial", afirmou Pimentel, quando esteve em solenidade para receber a medalha do mérito, na Defensoria Pública de Minas Gerais. De acordo com o G1, o político comemorou a negativa do ministro Herman Benjamin, do STJ, diante do pedido da PF de efetuar buscas no Palácio do Governo e na residência oficial do governador. "Felizmente, existe justiça nesse país", disse. Na ocasião, Pimentel aproveitou a ocasião para destacar a presunção de inocência como direito constitucional do cidadão. "A investigação tem que ser feita, que seja. Mas vamos preservar as garantias individuais do cidadão brasileiro", destacou. Na última quinta-feira (25), a Polícia Federal realizou a segunda etapa da operação
e cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em três estados e no DF. O escritório em Belo Horizonte utilizado no período de campanha de Pimentel, ano passado, foi um dos locais alvo dos policiais. A operação foi iniciada com a descoberta de mais de R$ 110 mil em um avião no aeroporto de Brasília, em outubro de 2014.
