Lancha de presidente da Andrade Gutierrez foi paga por Fernando Baiano, diz Moro
Montagem: Bahia Notícias
O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, afirmou nesta sexta-feira (19), que os investigadores descobriram uma transferência de R$ 500 mil de Fernando Soares, conhecido como Baiano, para o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo. O executivo foi um dos presos na última fase da operação, nesta sexta, junto com o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. De acordo com a Folha de S. Paulo, a transferência de recursos ocorreu em outubro de 2012 e saiu da conta da empresa Hawk Eyes, atribuída a Baiano, para Azevedo, com o propósito de pagar uma lancha para ele. Fernando Baiano é apontado pelos investigadores da Lava Jato como intermediador de propinas para ex-diretores da Petrobras e integrantes do PMDB. O juiz escreveu que "parece inviável" que o esquema de corrupção na Petrobras fosse desconhecido do presidente Andrade Gutierrez, uma vez que os crimes contra a estatal tiveram início em 2004 e os contratos e propinas a eles relacionados tiveram valores milionários. Essa é uma referência à "teoria do domínio do fato", que é usada no meio jurídico para incriminar os chefes de organizações apontadas como criminosas. A Andrade Gutierrez informou que presta todo o apoio necessário aos seus executivos nesse momento. "A empresa informa ainda que está colaborando com as investigações no intuito de que todos os assuntos em pauta sejam esclarecidos o mais rapidamente possível. A Andrade Gutierrez reitera, como vem fazendo desde o início das investigações, que não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela Operação Lava Jato, e espera poder esclarecer todos os questionamentos da Justiça o quanto antes", afirmou.
