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Policiais separam Rio Vermelho entre militantes e antipetistas; clima é de tensão

Por Alexandre Galvão/ Fernando Duarte

Policiais separam Rio Vermelho entre militantes e antipetistas; clima é de tensão
Fotos: Betto Jr. / Ag. Haack/ Bahia Notícias
Apenas a Rua Odilon Santos e policiais separam militantes do Partido dos Trabalhadores, concentrados na Rua Fonte do Boi, e movimentos antipetistas que se reúnem na Praça Brigadeiro Faria Rocha. O Rio Vermelho é palco de muita tensão na tarde desta quinta-feira (11), quando grupos pró e antipetistas tentam se manifestar “pacificamente”, segundo a descrição de representantes de ambos os lados.

 
Gustavo é um dos representantes do Movimento Vem Pra Rua

De acordo com o representante do Movimento Vem Pra Rua, Gustavo Gesteira, “os militantes do PT estão tumultuando, para impedir que cidadãos de bem façam uma manifestação pacífica contra o Congresso Nacional do PT, contra aquilo que está posto no caderno de teses”. “Nós comunicamos previamente que nós íamos fazer uma manifestação pacífica aqui neste lugar, nessa praça. Nós conversamos há pouco com o tenente-coronel responsável e ele está tentando resolver a situação para que a gente possa exercer o nosso direito de manifestação”, garantiu Gesteira, que integra a ala contrária ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

 
Jéferson de Oliveira veste a camisa petista | Foto: Alexandre Galvão

Do lado vermelho, o militante Jéferson de Oliveira argumenta que os manifestantes que se concentram na praça não superaram os resultados das urnas em 2014. “Eles ainda não aceitaram a derrota nem no primeiro turno, nem no segundo. Deu para ver que a confiança deles abaixou quando veio a prova de que ele realmente estava contra os trabalhadores, quando votaram a favor da terceirização, e ainda em outros projetos de lei que são contra o povo”, sugere o petista. Segundo ele, as mobilizações antipetistas são “aqueles burgueses que não aceitam ver que a classe que eles tentaram excluir está tendo a oportunidade de crescer”. Vestido com a camisa da Juventude do PT, Oliveira relata ainda ter sido agredido verbalmente por integrantes de movimentos contrários ao governo federal. “Quando a gente estava ali, vieram com questão racista, chamando de preto, favelado. Nós não viemos com baixo escalão (sic). Vamos debater é projeto. Quem fez mais e quem está fazendo”, defendeu.