CPI convoca presidente do Instituto Lula e aprova quebra de sigilo de Dirceu
Foto: Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados
Em sessão tumultuada nesta quinta-feira (11), a CPI da Petrobras aprovou 140 novos requerimentos, entre eles a convocação do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e a quebra de sigilo do ex-ministro José Dirceu e de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria. De acordo com o Estadão, também ficou decidida a convocação e quebra de sigilo do lobista Milton Pascowitch e acareações entre os principais personagens da Operação Lava Jato, entre eles o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. A convocação de Okamotto passou a ser discutida após a Polícia Federal revelar que a Camargo Corrêa, investigada na Lava Jato, doou R$ 3 milhões ao instituto. O PT impôs sua obstrução até parte da sessão na tentativa de retardar o andamento da votação. A oposição, alinhada com peemedebistas, conseguiu derrubar os pedidos de retirada de pauta dos petistas e os requerimentos puderam ser apreciados em bloco, de uma só vez. A ordem do dia no plenário, prevista para começar nesta manhã, foi suspensa e assim que os requerimentos foram aprovados na CPI, a votação da reforma política foi retomada no plenário. Entre os requerimentos aprovados está uma série de acareação entre os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque, o ex-gerente Pedro Barusco e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Há também aprovações para acesso a quebra de sigilo e convocações de pares de Youssef; quebra de sigilos e busca e apreensão no Grupo Schahin; quebra de sigilo contra as empresas Julio Faerman (ex-representante da SBM Offshore) e de seus filhos Eline e Marcello Faerman. Novas convocações foram feitas, como da viúva do ex-deputado José Janene (PP-PR), Stael Janene; da mulher de Paulo Roberto Costa, Marici Costa; do ex-ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage; de funcionários da CGU e do petista José de Filippi Júnior.
