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WAGNER ARRASTOU MALA?

Por (Samuel Celestino, por telefone)

Governante só antecipa retorno de viagem ao exterior quando há um fato determinante, proeminente, relevante que o convoca ao País. Para ficar num exemplo da Bahia, Fernando Henrique Cardoso, então presidente, estava na Espanha, com compromissos agendados e inadiáveis. No entanto, diante da morte do deputado Luís Eduardo Magalhães, alegou motivos de Estado e retornou direto para os funerais do jovem parlamentar baiano. O governador  Jaques Wagner antecipou o seu retorno dos compromissos em Cancún, México, marcados com muita antecedência. Explicação do governo: "cumpriu toda a sua agenda, antecipadamente, e já não tinha mais o que fazer lá ". Ora, agendas de governo são pré-marcadas. Em conclaves internacionais não se antecipam painéis, de sorte a deixar o convidado ilustre sem nada a fazer. Perde-os. Seria, em qualquer circunstância, um erro inadmissível, imperdoável dos organizadores. Os do México, certamente, não teriam sido amadores. Se estavam programados quatro dias para as participações do governador no México, em painéis importantes, foi porque o assessoramento de Wagner os entendeu como valiosos. Se, por não ter nada a fazer e "ter cumprido a agenda" retornou, está claro, absolutamente claro, que houve um erro de agenda. Dos mexicanos ou dos baianos. Uma derrapagem da assessoria. Mexicana ou baiana? Em outros tempos, diriam que o governador "arrastou mala". Arrastou ou não arrastou? Bom ficar por aqui, porque mentira não houve.