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Justiça revoga prisão de PMs envolvidos no caso Amarildo

Justiça revoga prisão de PMs envolvidos no caso Amarildo
Foto: Reprodução
A Justiça Militar revogou a prisão preventiva do ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Rocinha, major Edson Santos, o ex-subcomandante Luiz Felipe de Medeiros e o soldado Newland de Oliveira e Silva, acusados de crime de corrupção ativa de testemunhas ao tentar atrapalhar as investigações sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza. O caso, que ocorreu em julho de 2013, ganhou repercussão após Amarildo sumir durante um suposto interrogatório na sede da UPP. Segundo o G1, a decisão da juíza da Auditoria de Justiça Militar Ana Paula Barros se baseou em um pedido da defesa de Newland, que alegou que as testemunhas têm localização desconhecida, o que atrasa o andamento do processo. “Não é mais possível afirmar que a liberdade dos réus traria riscos à ordem pública”, considerou a magistrada. De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público, os PMs pagaram R$ 850 e R$ 500 para que duas testemunhas acusassem um traficante pela morte do pedreiro, mas uma delas desapareceu em agosto do ano passado. "Ela prestou depoimento dizendo que havia mentido a pedido do major Edson, mas não podemos afirmar que as duas coisas têm relação. Só posso afirmar que ela está desaparecida", disse a promotora do Gaeco, Carmen Carvalho. Ao todo, 25 PMs são acusados de envolvimento no desaparecimento de Amarildo, que teria sido torturado e morto. Seu corpo nunca foi encontrado. Os suspeitos são acusados de crime de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha.