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Agentes de saúde não informaram intenção de greve, diz secretário de gestão

Por Luana Ribeiro

Agentes de saúde não informaram intenção de greve, diz secretário de gestão
Foto: Divulgação/Agecom
O secretário Municipal de Gestão, Alexandre Paupério, afirmou nesta sexta-feira (29), em entrevista ao Bahia Notícias, que não foi comunicado sobre a intenção de deflagrar greve do Sindicato de Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate a Endemias (Sindacs). A entidade divulgou em nota que decidirá sobre a greve nesta sexta, e iniciou uma caminhada até a praça municipal por volta das 11h20. “Não fui comunicado sobre isso, até porque ainda está em processo de negociação comum em andamento, o que tem sido praticado nesse governo desde o começo. Conversamos com os agentes, eles apresentaram pautas em negociação, não tem nenhuma razão, para nenhum tipo de paralisação antes de concluir a negociação. Isso é uma mostra deles não confiarem, inclusive na capacidade de remuneração deles”, afirmou. Segundo Paupério, da pauta apresentada pelos agentes, o pagamento do piso é “a questão mais complexa”. “Primeiro que nenhum servidor do Município recebe abaixo do mínimo, estamos até discutindo incorporar as gratificações que eles recebem. Um agente recebe menos que o mínimo no salário-base, mas somadas as gratificações eles recebem cerca de R$ 1.700”, argumentou. Paupério apontou também que quando a lei que estipulou o piso nacional da categoria foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, “havia um compromisso de uma portaria alocando recursos adicionais para que as prefeituras pudessem honrar com esse reajuste”. “A prefeitura não tem capacidade de arcar com esses valores sem nenhum tipo de complementação do governo federal”, disse ele, que ressaltou que, por conta dos ajustes na economia do país, o governo federal “não honrou e não pretende honrar” a edição da portaria. Em relação ao reajuste, Paupério informou que está em negociação e que o reajuste deve ser anunciado a partir do próximo dia 8, “de forma que possamos cumprir o que seja combinado”. Mesmo que os agentes de saúde deflagrem greve, o processo de negociação continuará em seu curso normal. “O município não trabalha com base em privilégios nas negociações a partir de deflagração de greve. A negociação segue a lógica das mesas permanentes, temos mais de três centenas de horas de conversa. Então acreditamos nisso e estamos sempre abertos”, pontuou.