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Regime militar: Peritos baianos trabalham em apuração de vala clandestina

Regime militar: Peritos baianos trabalham em apuração de vala clandestina
Fotos: Douglas Mansur/Divulgação
Três peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia trabalham na identificação dos restos mortais encontrados em uma vala clandestina no Cemitério de Perus, em São Paulo, que podem ser de desaparecidos políticos da época da Ditadura Militar (1964 a 1985). “O DPT baiano tem orgulho em dar a sua contribuição para passar o Brasil a limpo de um dos momentos mais sombrios da nossa história”, afirmou o diretor da instituição, Élson Jeffesson. De acordo com Jeffesson, o Ministério da Justiça, que é responsável pela investigação da vala clandestina, selecionou os melhores profissionais brasileiros para o caso e o DPT baiano é apontado como um dos três melhores do Brasil.

Como exemplos, o gestor citou ainda outros casos que tiveram participação de peritos baianos, como a identificação, por DNA, de vítimas de um acidente aéreo em Recife, ocorrido em 2011; e o assassinato da menina Isabella Nardoni, em São Paulo. “Somos referências em todos os segmentos da ciência forense. Incentivamos a progressão acadêmica e sabemos que nessas participações nossos profissionais acumulam conhecimento e experiência”, disse Jeffesson. Compõem a equipe que trabalha no caso do Cemitério de Perus a perito médico-legista Letícia Sobrinho, coordenadora de Antropologia Forense do Instituto Médico- Legal Nina Rodrigues (IMLNR); a perito médico-legista Maria de Fátima Guimarães, e o perito odonto-legal João Pedro Pedrosa Cruz. Segundo o último balanço divulgado,  já tinham sido analisadas 282 peças das 1049 caixas com restos mortais. A conclusão do trabalho de identificações está prevista, inicialmente, para 2016.