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Associação da PM critica postura do MP: ‘Não somos executores’

Associação da PM critica postura do MP: ‘Não somos executores’
Sepultamento de PM | Foto: Divulgação/ APPM-BA
A Associação de Praças da Polícia Militar da Bahia (APPMBA) lamentou a forma como o Ministério Público (MP-BA) apresentou os resultados das investigações sobre as doze mortes que ocorreram no Cabula
. De acordo com nota, a associação não discute a legitimidade das análises do órgão, “embora seja sempre parcial e totalmente desfavorável aos agentes”. “Não somos executores, protegemos vidas, e temos dado provas disso. Não vingamos a morte de companheiros, apresentamos os ‘suspeitos’ na delegacia, quando não há reação injusta”, defende o texto. A APPMBA questiona o motivo do resultado da investigação ser divulgado antes da conclusão do inquérito pela polícia, além de ironizar o posicionamento da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA). “A OAB-BA fala em sentimento de dever cumprido. E a ampla defesa e o contraditório? Acredito que a OAB é uma instituição de respeito e que sempre zelou pela ética e não deveria divulgar nota de dever cumprido após o parecer do MP, pois, pelo menos um de seus membros deverá trabalhar em defesa dos ‘acusados’”, ironiza. No texto, o grupo lamenta o envolvimento de jovens com o crime e diz que em comunidades carentes é que existem execuções sumárias. “São os foras da lei que têm eliminado jovens e adultos, ou qualquer ser humano que apareça em sua frente na hora do delito. Nesses locais os únicos representantes do Estado que conseguem chegar é a polícia e com elevado risco de morte”, avalia.