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Deputado critica Justiça por impedir acesso ao inquérito da Operação Zelotes

Deputado critica Justiça por impedir acesso ao inquérito da Operação Zelotes
Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados
O relator da subcomissão da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle que acompanha a Operação Zelotes, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), criticou o sigilo judicial da investigação. A Justiça continua impedindo que a imprensa e a sociedade tenham acesso ao inquérito, embora as empresas investigadas possam acessar aos autos, segundo o deputado. O parlamentar reclamou que, em casos semelhantes, o procedimento foi diferente e a investigação foi tornada pública. "Isso parece ser uma coisa normal, mas a Justiça estendeu a quebra do sigilo a todas as empresas que têm processo no Carf", salientou. Segundo Pimenta, já houve o pedido de prisão de 26 pessoas no âmbito da operação, mas não foram autorizadas pela Justiça. "Paralelo à investigação da Zelotes, é necessário que haja a investigação da investigação", sugeriu. Conforme publicado na Agência Câmara, o delegado da Divisão de Repressão a crimes Fazendários da Polícia Federal, responsável pelas investigações da operação, Marlon Oliveira Cajado dos Santos, disse que a investigação deve ser concluída em cerca de quatro meses. E não está descartada a possibilidade de desmembrar a investigação em vários inquéritos, se houver autorização judicial para isso. O delegado sugeriu que o Congresso participe da discussão sobre reformulação do Carf, que vem sendo promovida no âmbito do Ministério da Fazenda. Para ele, a investigação já teve o "efeito pedagógico de botar luz sobre o órgão e fechar uma torneira por onde escoavam recursos da União". A Operação Zelotes investiga a denúncia de que empresas, escritórios de advocacia e contabilidade, servidores públicos e conselheiros do Carf (tribunal administrativo que julga débitos tributários de empresas com o Fisco nacional formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes) manipulavam julgamentos para reduzir a cobrança de impostos. Segundo a Polícia Federal, a sonegação fiscal envolvida nos crimes investigados na operação está estimada em R$ 19 bilhões - três vezes mais do que foi apurado até agora na Operação Lava Jato.