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Após acusação de estupro, vereadores fazem 'jogo de empurra' com filiação de Almiro Sena

Por Alexandre Galvão

Após acusação de estupro, vereadores fazem 'jogo de empurra' com filiação de Almiro Sena
Luiz Carlos e Kátia Alves| Foto: Divulgação/ CMS
Acusado de estupro e assédio moral contra funcionárias da secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Almiro Sena agora é persona non grata em todos os partidos políticos. Em sessão da Câmara Municipal de Salvador desta terça-feira (19), a vereadora Kátia Alves (DEM), durante o pinga fogo, afirmou que “ninguém fala disso”. “Ele foi secretário do governo do PT”, bradou. Advertida por um colega de que ele fazia parte do PRB – partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) – Alves completou: “pouco importa o partido ao qual ele pertence. Ele era secretário do PT”. Após a indicação de que o suposto estuprador é do partido ligado à Igreja Universal, Luiz Carlos, vereador pelo PRB, negou que Sena faça parte da agremiação. “Ele nunca foi do PRB. A indicação dele foi uma articulação dos movimentos sociais”, afirmou. Neste domingo, o programa Fantástico, da Rede Globo, trouxe matéria com duas funcionárias da pasta Na entrevista, uma das vítimas conta que era chamada periodicamente para o gabinete do secretário, e que a porta era sempre trancada. “Comecei a perceber que ele pedia os relatórios e não lia. Ele aumentava a televisão”, conta outra funcionária. Uma das vítimas diz que ele a obrigou a fazer alguns “atos sexuais” no gabinete.