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Almiro Sena: SPM acompanha caso e impediu exoneração de servidoras vítimas de assédio

Por Luana Ribeiro

Almiro Sena: SPM acompanha caso e impediu exoneração de servidoras vítimas de assédio
Foto: Bruna Castelo Branco / Bahia Notícias
O caso das servidoras da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) que sofreram abusos sexuais cometidos pelo então titular da pasta, o promotor de Justiça Almiro Sena, que voltou ao foco de atenção após ser tratado em reportagem do Fantástico, na TV Globo, está sendo acompanhado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia (SPM). “Nós estamos acompanhando o caso, estamos sempre em parceria com a doutora Marta Teixeira, promotora do Ministério Público”, afirmou Olívia Santana, titular da SPM. De acordo com a secretária, assim que assumiu a pasta, em janeiro deste ano, ela foi convocada para atuar com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e uma das primeiras tarefas foi evitar que as vítimas de assédio e estupro fossem exoneradas de seus cargos, com a troca no Executivo estadual. “Desde o início a gente buscou garantir que essas mulheres não fossem exoneradas a partir das mudanças no governo, a gente conseguiu que algumas pessoas voltassem atrás e revertemos algumas exonerações”, disse. Ainda de acordo com Olívia, a SPM teve uma “atitude de prevenção”, mas não precisou, até o momento, oferecer nenhuma medida protetiva específica às mulheres assediadas por Sena. “O papel da secretaria estamos exercendo e confiando no Judiciário e no MP. O desfecho do MP foi correto, dentro da expectativa de punição que acreditamos que a gravidade requer e esperamos que o Judiciário cumpra sua função. Não cabe a SPM qualquer outra atitude, temos que acima de tudo acompanhar, na expectativa que haja justiça para essas mulheres vitimadas por alguém que deveria proteger os seus direitos”, explicou.  Para Olívia, o fato de Sena ser promotor de Justiça e ocupar a função de secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, são “agravantes”. “Uma pessoa bem educada, que tem a função de servir à coisa pública e ao contrário, viola os direitos humanos, principalmente das mulheres. É lamentável. Até mesmo por ser alguém que em sua trajetória se notabilizou defendendo causas nobres, praticamente destruindo sua imagem dessa maneira, desconstruindo sua imagem em relação a pessoas que confiavam, acreditavam”, destacou.