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Zé Neto nega dificuldades com a base e prevê votação dos dois turnos de reajuste linear

Por Fernando Duarte

Zé Neto nega dificuldades com a base e prevê votação dos dois turnos de reajuste linear
Zé Neto minimiza problemas na base | Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Mesmo que admita “situações indesejáveis” no atendimento das demandas dos deputados, o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Zé Neto (PT), nega a existência de cizânias na base aliada do governador Rui Costa. Para a liderança, “não há nada anormal”, ainda que o presidente da AL-BA, Marcelo Nilo (PDT), tenha citado certa tensão entre parlamentares do PSD e do PDT com a articulação do Executivo. Tanto que o governo prevê para esta terça-feira (5) a votação dos dois turnos do projeto de lei que versa sobre o reajuste linear dos servidores públicos. “As coisas que os deputados estão me pedido, tenho cobrado do governo e vejo que há empenho. O tempo de um não é o tempo de outro. Estou fazendo tudo para organizar esse tempo”, afirmou Zé Neto. O governista entende que, apesar de representantes sindicais questionarem o parlamento do reajuste de 6,41% em duas parcelas – uma de 3,5% retroativa a março e outra de 2,91% em novembro -, não existem outros avanços a serem feitos na matéria. “Nós fizemos uma negociação numa situação delicada. Estados como São Paulo, Paraná ou Rio de Janeiro ou não estão pagando ou estão atrasando salários. É convencer as pessoas a tomar um chazinho amargo agora. Não estamos dando o aumento que nós queríamos. Nosso DNA é da classe trabalhadora”, defendeu o petista. Os planos de votar os dois turnos do reajuste ainda nesta terça, no entanto, devem encontrar resistência da oposição.


Oposição deve obstruir votação, prevê Régis 
Foto: Alexandre Galvão / Bahia Notícias

Após apresentar uma emenda que propõe o reajuste de 6,41% em uma única parcela retroativa a janeiro, o líder da minoria, Sandro Régis (DEM), sinalizou que a bancada deve obstruir a votação, caso não tenha o pleito acatado. “Janeiro é a data-base dos servidores. É irrazoável o reajuste. Até o final do ano, milhares de servidores vão ganhar abaixo do salário mínimo”, protestou Régis, que se reuniu nesta segunda com representantes dos sindicatos ligados à área de saúde. “Não queremos politizar o assunto, mas é irrazoável. O líder do governo, Zé Neto, e o governo andou propagando que era de consenso e não tem consenso nenhum”, provocou o democrata.