Renan diz que 'não vai polemizar' com Cunha e nega engavetar projeto da terceirização
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que não vai engavetar o projeto de lei das terceirizações (PL 4330/2004). Desde quinta-feira (23) circulam informações sobre a possibilidade de o projeto não ir a votação na Casa. "Não vou polemizar com o presidente da Câmara dos Deputados [Eduardo Cunha (PMDB-RJ)]. Tal controvérsia só interessa àqueles que não querem o fortalecimento e a independência do Congresso Nacional, àqueles que têm horror ao ativismo parlamentar", afirmou Renan por meio de nota pública. O senador destacou que será realizada discussão criteriosa sobre o projeto que amplia a terceirização da mão de obra, com o envolvimento de todos os interessados na regulamentação, "principalmente os trabalhadores, referências inafastáveis e prioritárias na discussão". Apesar de negar o engavetamento do projeto de lei, Renan observou que terceirizar a atividade fim "significa revogar a CLT", "precarizar as relações de trabalho" e "importa numa involução para os trabalhadores brasileiros". "Um inequívoco retrocesso. É sabido que os servidores terceirizados têm cargas de trabalho superior, recebem salários menores e a maioria não tem oportunidade de se qualificar melhor", destacou.

