'Não podemos generalizar', diz Barbosa sobre atuação da polícia
Por Luana Ribeiro / Estela Marques
Foto: Luana Ribeiro/ Bahia Notícias
Ações policiais militares têm sido consideradas truculentas e geram críticas da população. Além do caso Geovane, morto por policiais militares em 2014, de acordo com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), em fevereiro deste ano houve também a morte de 12 pessoas no Cabula. O secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, acredita que casos pontuais não representam a imagem da corporação, principalmente da Rondesp. "É uma tropa que se expõe mais, inevitavelmente, até porque está no combate diário, no enfrentamento a quadrilhas armadas", explicou. De acordo com Barbosa, a responsabilidade em relação a "maus policiais" é apurar e aplicar penalidades, para que sejam devidamente afastados e penalizados por suas ações. "Não podemos pegar casos pontuais e querer generalizar e aplicar a pessoas que estão hoje, agora, na rua defendendo a todos nós, a sociedade, nossa família, no combate à criminalidade. Seria generalização cometer injustiça com diversos profissionais que desempenham, voltam para suas casas, fazem seu trabalho de forma legal, com disposição e risco de sua própria vida", declarou o secretário. Barbosa participou de entrevista coletiva, na tarde desta sexta-feira (17) na sede do MP-BA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em que foram apresentados os 11 policiais envolvidos na morte de Geovane Mascarenhas. O caso ganhou repercussão quando o pai do rapaz denunciou à imprensa o desaparecimento do seu filho, após acionar a Polícia Civil e não obter resposta. O secretário de Segurança Pública afirmou que "não houve morosidade" da Polícia Civil em relação ao caso, até porque estava sendo encarado "como desaparecimento". "Foi um momento que as provas começaram a aparecer, ele trouxe uma prova que foi efetivamente muito concreta de que o fato não era mais um desaparecimento e, sim, possível homicídio praticado por agentes do Estado", explicou Barbosa. O secretário ressaltou que o trabalho de apuração foi bem elaborado, calcado em provas periciais e em cima de equipamentos que a secretaria dispõe, que conseguiram traçar toda a dinâmica.
