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Pagamentos por serviços não prestados justificam prisão de Vaccari, diz PF

Pagamentos por serviços não prestados justificam prisão de Vaccari, diz PF
Foto: Reprodução / Globo News
Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (15), investigadores da Polícia Federal apresentaram as justificativas para a prisão do tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto. Segundo o procurador Carlos Fernandes Santos Lima, foram identificados, "sob a aparência da legalidade", pagamentos de Vaccari feitos a uma gráfica de São Paulo por serviços não prestados. "Há ligações entre a Editora Gráfica Atitude e o Partido dos Trabalhadores, o que pode explicar a solicitação de João Vaccari da realização de repasses para a referida empresa", afirmou o juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na Justiça Federal, no despacho de prisão do tesoureiro. Os investigadores encontraram provas de que familiares do tesoureiro receberam cerca de R$ 300 mil em depósitos bancários não identificados. Vaccari foi preso em São Paulo nesta quarta na 12ª fase da Operação Lava Jato. Outros quatro mandados judiciais também foram cumpridos. Segundo a PF, o mandado expedido contra Vaccari é de prisão preventiva, sem data para terminar.