Servidores do Itamaraty aprovam greve após atraso no pagamento do auxílio-moradia
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Oficiais e assistentes de chancelaria, além de diplomatas, do Itamaraty aprovaram em assembleia uma nova greve da categoria. O pagamento do auxílio-moradia no exterior está atrasado desde fevereiro - o atraso é recorrente. A categoria vai esperar até 6 de maio para adotar a greve, prazo dado ao governo para regularizar o pagamento. No segundo semestre do ano passado, os funcionários do chamado serviço exterior ficaram três meses sem receber depois que o orçamento do Itamaraty para o ano acabou. Uma suplementação havia sido autorizada pelo Congresso em outubro, mas a presidente Dilma Rousseff (PT) só assinou a liberação em novembro. Desta vez, a falta de pagamento é devido ao atraso na aprovação do orçamento, que ocorreu há apenas duas semanas. Até antes da aprovação, os ministérios estavam recebendo apenas 1/18 dos recursos para o ano, em vez dos tradicionais 1/12 autorizados normalmente, o que fez com que o Ministério das Relações Exteriores começasse a atrasar suas contas. Uma liberação extra, de R$ 39 milhões, foi feita em fevereiro, mas os recursos não chegaram para o auxílio-moradia. O atraso atinge cerca de 2 mil servidores em 227 postos em todo o mundo, já que a suplementação é paga a todos os funcionários que são deslocados do Brasil para o serviço no exterior. Em alguns casos, o pagamento do aluguel chega a representar 70% do salário, especialmente em cidades com custo de vida elevado, como Luanda e Londres. Consultado sobre o novo atraso, o Itamaraty respondeu que "a Administração está enviando todos os esforços para regularizar os pagamentos da residência funcional no prazo mais curto possível". Não foi estabelecida uma previsão.
