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Prefeitura mobiliza órgãos de limpeza e infraestrutura para organizar cidade após chuvas

Por Alexandre Galvão / Estela Marques

Prefeitura mobiliza órgãos de limpeza e infraestrutura para organizar cidade após chuvas
Foto: Alexandre Galvão / Bahia Notícias
Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (9), o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) relatou as principais ocorrências da madrugada e da manhã, quando fortes chuvas atingiram a capital baiana e deixaram diversos pontos de alagamento na cidade. O prefeito afirmou que não há necessidade de decretar estado de emergência, mas em caso extremo a condição não é descartada. Oito empresas da Seinfra – quatro de pavimentação e quatro de infraestrutura – foram acionadas para obras. Ao todo, 14 empresas (seis da Secretaria de Manutenção) foram contratadas para reparar imediatamente os danos. A Limpurb foi orientada, de acordo com o prefeito, para “entrar com serviço máximo” assim que a chuva der uma trégua. O órgão vai ter duas principais ações: limpeza das vias e colocação de lonas nas encostas que precisam de cobertura – este último em parceria com a Codesal. “A Secretaria de Assistência Social vai ter que trabalhar de madrugada em áreas de maior risco. Em alguns casos, vamos remover famílias e dar uma solução de maior contento. Ou disponibilizar estrutura durante a chuva ou pagar o aluguel social”, completou Neto. O prefeito afirmou que maiores problemas foram evitados devido ao trabalho de infraestrutura de 2013 pra cá. Segundo Neto, investimentos em microdrenagem atingem R$ 17 milhões; em macrodrenagem e limpeza de canais, os investimentos chegam à ordem de R$ 22 milhões; cerca de 43 dezenas de árvores foram podadas ou cortadas, o que gerou custo de R$ 6 milhões. “A cidade está mais impermeável. O escoamento acontece hoje muito mais rápido. Claro que 100 milímetros em duas horas acontece. Fico satisfeito de ver que quando a chuva suspende, a água escoa logo”, destacou Neto. Segundo o democrata, em duas horas chovem 100 milímetros na cidade, o equivalente ao previsto para todo o mês de abril. Entre os prejuízos que a chuva deixou para a cidade, o prefeito elegeu como mais graves o deslizamento de terra na avenida Juracy Magalhães – atingindo pedestres que esperavam no ponto de ônibus – e a abertura de um buraco na Cidade Jardim, por onde passa um canal da Bahiagás e da Embasa. “Não tem como apontar culpados, mas moradores disseram que teve obra da Embasa recentemente. Mas não podemos dizer que ela é culpada. Determinei que a empresa recomponha a rua”, disse o prefeito, que prometeu assumir toda a responsabilidade da via. “Depois, se tiver que dividir a conta, divide”, completou. Para acompanhar o fluxo de veículos na via, que vem cedendo desde que o buraco se abriu, uma patrulha 24 horas da Transalvador deve permanecer no local e acionar a prefeitura caso haja qualquer urgência. A preocupação, segundo afirmou Neto, é com a existência de uma rede de alta tensão. “Falei com a Coelba para ver as medidas possíveis. Solicitei que a interdição do perímetro fosse maior do que já é”, relatou. De acordo com o prefeito, uma faixa na avenida Bonocô foi interditada após uma parte da obra do metrô ter cedido. Neto instruiu que as pessoas evitem as duas avenidas – Juracy Magalhães e Bonocô – e alertou para o descarte inadequado de lixo. “Quero pedir às pessoas que evitem jogar lixo na rua. Boa parte do que acontece é por depósito de lixos em lugares inadequados”, alertou.