'Melhor do que proposta original', diz sindicato sobre abertura de capital da Caixa Seguridade
Por Estela Marques
Foto: Reprodução/Twitter
O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, comemorou o anúncio da abertura de capital da Caixa Seguridade, em lugar da Caixa Econômica, feito nesta manhã pelo Ministério da Fazenda. Isso porque a venda de ações da empresa de seguros não tem o mesmo impacto estratégico que teria em relação à venda de ações do banco federal. "A abertura de capital da Caixa retiraria das mãos do Estado a possibilidade de, através de suas próprias decisões, adotar medidas anti-cíclicas", explicou o dirigente, ao citar como exemplo a crise econômica de 2008. Conforme relatou, a Caixa Econômica foi o primeiro banco a reduzir juros e tarifas bancárias para permitir que a economia continuasse girando. Os bancos de economia mista, como o Banco do Brasil, seguiram a tendência posteriormente - de acordo com o sindicalista, a presença de acionistas dificulta a tomada de decisões do governo. Outro motivo para encarar como vitória o anúncio do ministro da Fazenda Joaquim Levy é que a Caixa Seguros já é empresa privada, da qual a Caixa Econômica detém menos da metade das ações - cerca de 49%. "Não que a gente defenda a venda, mas, diante do cenário, a saída que foi encontrada é bem melhor do que a proposta original. O movimento conseguiu convencer o governo e a sociedade de que era ruim a abertura de capital da Caixa Econômica", ponderou Vasconcelos. Por outro lado, o sindicalista ressaltou que não acredita que este seja um primeiro passo para que a abertura de capital se concretize, já que são empresas distintas.
