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Barusco não relaciona alta cúpula do PT com corrupção da Petrobras e isenta Gabrielli

Por Luiz Fernando Teixeira

Barusco não relaciona alta cúpula do PT com corrupção da Petrobras e isenta Gabrielli
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
O depoimento do ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, à CPI da Petrobras, nesta terça-feira (10) assumiu um tom de "caça às bruxas" quando os deputados oposicionistas puderam inquirir o delator, após o tempo do relator Luiz Sérgio (PT-RJ). O deputado Carlos Sampaio (PSDB) insistiu em tentar relacionar o esquema com a alta cúpula do PT, incluindo os presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, pois não haveria como um esquema desse porte ser montado sem uma interferência externa. Barusco reafirmou que tratou apenas com o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, e que não poderia afirmar quem sabia ou não do esquema. O tucano, baseado nas respostas do ex-gestor, concluiu então que não era preciso que a CPI investigasse corrupção que acontecia no governo de Fernando Henrique Cardoso porque ela não era institucionalizada, mas sim isolada, sob responsabilidade de Barusco e Duque. O democrata Onyx Lorenzoni (RS) comparou o esquema do Petrolão com o caso do Mensalão e questionou a veracidade dos valores apresentados por Barusco em suas contas na Suíça. Além disso, pôs em dúvida a criação da empresa Sete Brasil e o suposto envolvimento da alta cúpula do PT no esquema. Barusco se resumiu a dizer que só tratava com Vaccari Neto e não foi claro em sua explicação sobre a Sete Brasil. Quando a deputada Eliziane Gama (PPS-MA) perguntou sobre a sua relação com o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, Barusco foi categórico: “nossa relação era intensa, mas estritamente profissional”. Coube ao baiano Afonso Florence (PT) apaziguar os ânimos e lembrar que as acusações feitas em delação premiada ainda devem ser investigadas e comprovadas. O parlamentar afirmou que réus confessos não deveriam ser alçados à posição de heróis por dedurar outros envolvidos no esquema de corrupção. O engenheiro apontou ainda a formação de cartel de empreiteiras em obras como as das refinarias Abreu e Lima e do Complexo Petroquímico do Rio e Janeiro (Comperj) - nos depoimentos ele fala ainda que o mesmo aconteceu em relação às refinarias Replan, Revap, Reduc, Relan e Repar. Barusco também disse que o mesmo esquema funcionou em relação à construção do gasoduto Gasene, que liga o Espírito Santo à Bahia. Ao responder pergunta feita pelo deputado Bruno Covas (PSDB-SP), disse que os mil quilômetros de gasoduto foram divididos em vários trechos, cada qual dividido entre empresas, como as construtoras Bueno e Galvão Engenharia.