Vice-presidente da Engevix diz ter 'contribuição relevante' para a Operação Lava Jato
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O vice-presidente da construtora Engevix, Gerson de Mello Almada, solicitou que fosse interrogado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, porque teria "contribuição relevante" para as investigações do escândalo de corrupção na Petrobras. O pedido foi feito nesta segunda-feira (2), através dos advogados do executivo, que se encontra preso há quatro meses na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, junto com outros acusados de participação no esquema da estatal. Na petição, Almada diz que faz parte de um "grupo de pessoas que pecaram por não resistirem à pressão realizada pelos porta-vozes de quem usou a Petrobras para obter vantagens indevidas para si e para outros bem mais importantes na República Federativa do Brasil". Segundo o empreiteiro, ele era pressionado pelo então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para realizar pagamentos extras em troca da manutenção dos contratos com a estatal. No entanto, não deixa claro, no documento enviado ao juiz Moro, quais seriam suas contribuições e, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, não fala explicitamente em delação premiada.
