'Querer realmente é poder', diz Deusa do Ébano, sobre autoestima da mulher negra
Por Maria Garcia/ Luana Ribeiro
Fotos: Max Haack/Ag. Haack/Bahia Notícias
A professora de Educação Física Alexandra Amorim, 33 anos, eleita Deusa do Ébano 2015, aposta no tema do Ilê Aiyê deste ano, Diáspora Africana-Jamaicana, para incrementar a sua temporada como representante do bloco durante o Carnaval. "Começo desde minha vivência, minha experiência de vida. Sou moradora de itapuã, filha de pescador e baiana de acarajé. A minha vivência, minha experiência de vida já faz parte desse tema, tudo foi se encaixando. Então vou adotar o reggae, junto com minha dança afro-brasileira, vou colocar mais ainda a força da mulher negra", afirmou, que pretende passar uma mensagem positiva durante a saída do bloco afro neste sábado (14), no bairro da Liberdade.
"Querer realmente é poder, estar lá em cima mais do que nunca passando muita energia boa para essa galera. E dizer que eu posso, posso, posso e como posso", disse. Apesar da estreia como musa do bloco, Alexandra já tem experiência com o Ilê Aiyê: já saía com o grupo há um bom tempo, e foi incentivada pelo pai desde os 11 anos para se tornar a Deusa do Ébano. Foram quatro tentativas. "Ele foi a primeira pessoa que pensei no momento que ganhei. Em seu caixão, colocamos camisas do ile por ele ser um folião apaixonado", contou.
