Suíca diz que PTN aderiu à oposição; Kiki e Toinho reclamam de tratamento dado pela minoria
Por Fernando Duarte
Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Fora da base aliada do governo de Salvador, o PTN teria como caminho natural a oposição. Porém, após o líder da oposição, Suíca (PT), indicar à imprensa que o partido aderiu oficialmente à minoria, Kiki Bispo e Toinho Carolino, vereadores da legenda, reclamaram do tratamento dado aos pares em dois episódios, a escolha do próprio Suíca e a formação das comissões. “A postura com que a oposição se comportou nessas duas decisões não agradou a todos”, afirmou Kiki. Por meio da assessoria, o petista distribuiu a informação de que a frente de partidos, agora com o PTN, estará unida “para que o prefeito ACM Neto (DEM) seja derrotado nas eleições de 2016 e ainda vamos atrair mais partidos para esta bancada”. Líder do PTN na Câmara, Toinho Carolino admitiu a realização de um encontro nesta quarta-feira (11) para alinhar estratégias do PTN com o PT, porém não confirmou a adesão integral. “Dia 23 teremos um novo encontro para decidirmos junto com o PT para fazer um alinhamento”, ponderou. “Foi um encontro de estratégias para sincronizar o que vamos cobrar, como por exemplo, mais políticas públicas para os bairros periféricos. Esse é um dos pontos centrais, além de no encontro o PT e o PTN terem firmado acordo de fazer oposição dura na Câmara à gestão do prefeito ACM Neto”, garantiu Suíca. Kiki, por outro lado, reforçou que ainda existe certo grau de insatisfação na aproximação entre o PTN e a oposição. “Não houve tratativa sobre as comissões em momento algum. O PTN ficou fora das duas principais comissões da Câmara”, criticou Kiki. Toinho Carolino reforçou, todavia, que vai haver um trabalho para compensar o tratamento dado nos primeiros momentos em que o PTN está fora da base aliada do prefeito ACM Neto. Ambos indicaram que, após o Carnaval, haverá uma decisão definitiva do comportamento da bancada na Câmara.
