‘Vamos trabalhar para levar aos tribunais e julgamento da justiça todos, sem exceção’, diz Rui
Por Alexandre Galvão/ Fernando Duarte
Foto: Manu Dias / GOVBA
Após comparar a ação da Polícia Militar no Cabula, que resultou na morte de 12 pessoas na última sexta-feira (6), a de um “artilheiro em frente a um gol, que tem que decidir em alguns segundos como é para colocar a bola para fazer um gol” e ter levantado a ira de defensores dos Direitos Humanos, o governador Rui Costa (PT) afirmou que sua ações serão “sempre guiadas pelo absoluto respeito à lei, aos meus princípios e valores e à minha obstinação por salvar vidas" e que "as minhas atitudes não serão guiadas por aplausos de um lado ou outro”. A resposta foi motivada por uma pergunta da equipe do Bahia Notícias no Face To Face – uma “entrevista coletiva” no Facebook – feita nesta quarta-feira (11), que arguia o chefe do Executivo baiano sobre a boa relação dele com a tropa, após o episódio, e o descontentamento de ONGs e organizações de Direitos Humanos – muito ligadas ao PT – após a fala metafórica sobre o futebol e as mortes. “Lembro a todos que quero ampliar o debate sobre a morte de jovens e negros. Só no mês de janeiro o crime organizado executou 178 jovens. Consumiu e não pagou morre, não obedeceu a ordem do marginal chefe morre, é suspeito de fazer denúncia de traficante à polícia morre. Queremos o pleno exercício e o direito à vida”, defendeu. Ainda de acordo com o petista, o trabalho continuará no sentido de levar aos tribunais e julgamento todos – policiais e bandidos – que cometerem crimes. “A exemplo do que a PC (Polícia Civil) fez hoje na cidade de Ilhéus, quando prendeu um policial militar que estava cometendo um crime, uma atividade criminosa. Já estou abrindo o diálogo com todos de todos os segmentos para que possam contribuir com ideias, sugestões de como salvar vidas de centenas de jovens ao longo deste ano, em Salvador”, finalizou.
