Diretores da Petrobras anteciparam demissão; economista é cotada para assumir presidência
Foto: Vanderlei Almeida / AFP / Veja
Os cinco diretores da Petrobras decidiram antecipar a demissão após saber de Graça Foster que a presidente Dilma Rousseff havia decidido pela troca da cúpula da empresa. A informação é de que a diretoria seria substituída apenas quando a presidência da República encontrasse um nome para ocupar o cargo de Graça. Segundo informações de O Globo, os diretores da estatal, que haviam combinado de deixar os cargos com Graça, ficaram irritados com o vazamento da informação de que o comando da Petrobras seria trocado no final de fevereiro. Os gestores se rebelaram e não quiseram mais esperar para tornar a saída oficial. Discordâncias internas em relação à forma como o processo deveria ser conduzido também precipitaram a saída dos cinco diretores e de Graça Foster. "A diretoria se rebelou e não aceitou o acordo que Graça tinha fechado com Dilma (de esperar um pouco mais)", disse uma fonte do governo a O Globo. Quando soube da rebelião dos diretores, Graça comunicou na própria noite de terça-feira (3) que a saída deveria ser imediata. Os gestores que renunciaram aos cargos são José Formigli (Exploração e Produção), Almir Barbosa (Finanças), Alcides Santoro (Gás e Energia), José Figueiredo (Engenharia) e José Cosenza (Abastecimento). Um dos nomes cotados na Esplanada dos Ministérios para ocupar o cargo de presidente da Petrobras é a economista Eduarda La Rocque, secretária da Fazenda no governo de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro. A informação é da coluna de Ancelmo, também de O Globo.
