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Polícia deve remeter à Justiça até abril inquérito de acidente de lancha que vitimou pescadores

Por Estela Marques

A polícia deve remeter à Justiça até abril o inquérito da colisão entre a lancha "Marie C" e um barco de pesca, que acabou vitimando três pescadores em São Tomé de Paripe, em 18 de janeiro. José Lima dos Santos e Jurandir Pereira de Andrade morreram; Lemoar Brito dos Santos teve ferimentos leves na região dos braços. "A Marinha vai emitir um relatório e eu estou aguardando esse relatório para remeter à Justiça. Eu vou responsabilizar aquele que deu causa ao acidente", afirmou o delegado Nilton Borba, titular da 5ª Delegacia. Segundo o policial, a lancha pertence a um médico e estava sendo pilotada por um "marinheiro experiente, legalizado, documentado". A lancha, que também estava regularizada, voltava da Ilha de Aratu para a Bahia Marina, na avenida Contorno. "O marinheiro disse que veio conduzindo a lancha e só ouviu o barulho da batida e depois alguém pedindo por socorro. Ele deu ré na lancha, socorreu as pessoas, deixou no porto mais perto, em Periperi, voltou para ver se tinha outra pessoa, mas não achou a outra vítima", relatou o delegado Borba ao Bahia Notícias. Após o resgate, o marinheiro teria deslocado para a marina e comunicado os fatos à Capitania dos Portos. De acordo com o delegado, o barco de pesca era artesanal, de madeira, sem equipamento e iluminação de segurança - o barco seria iluminado por um candeeiro a gás. Apesar de ser proprietário da lancha, Nilton Borba explica que o médico não poderia responder por uma ação criminal, já que não estava presente na ocasião. "O médico poderia responder uma ação cível na Justiça, se for o caso, mas criminalmente ele não tem nenhuma parcela de responsabilidade", finalizou.