Escritor de Dicionário Baianês fala sobre festa de Iemanjá: 'Recebo a energia'
Por Francis Juliano/ Maria Garcia
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Desde a madrugada desta segunda-feira (2), as águas salgadas do bairro do Rio Vermelho começaram a receber as visitas dos primeiros fiéis e apreciadores da festa a Iemanjá. A areia da praia já está repleta de pessoas no início de manhã desta segunda, em ritmos de batuque e adoração. Entre aqueles que já deixaram as suas oferendas à Rainha das Águas, está alguém que sintetizou um pouco da “baianidade” em livros: Nivaldo Lariú, autor do “Dicionário de Baianês”. Há quase 30 anos, o escritor frequenta a festa com a sua mulher. “Essas manifestações são sagradas. Independente da religião, você sente em lugares como este uma energia que não tem tradução. Faz bem ao corpo e à alma e traz inspiração também”, disse Nivaldo ao Bahia Notícias. A festa não foi fonte direta de pesquisa para a sua obra, mas Lariú afirma que ele não deixou de se inspirar no festejo. Para ele, não é necessário mais nada para a cerimônia a não ser a expressão popular. “Venho cedo, faço a oferenda, recebo a energia. Tem que dar uma ordenada mínima, não precisa organizar nada. Quem faz a festa é o povo”, concluiu.
