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Irmão de policial morto em ataque pede por fim de islamofobia e extremismo religioso

Irmão de policial morto em ataque pede por fim de islamofobia e extremismo religioso
Foto: Reprodução
O policial muçulmano Ahmed Merabet, assassinado após o ataque ao jornal Charlie Hebdo, foi morto por "pessoas que fingiam ser muçulmanas", de acordo com seu irmão. Sua morte se tornou uma amostra da crueldade dos atiradores por meio do vídeo que circulou na internet em que o policial agonizava na calçada quando levou um tiro na cabeça. Para Malek Merabet, o irmão era "um francês de origem argelina e de confissão muçulmana, muito orgulhoso de representar a polícia francesa e de defender os ideais da República: liberdade, igualdade e fraternidade". Durante uma entrevista coletiva, ele ainda aproveitou para se posicionar contra o ataque e pedir pelo fim da islamofobia e do extremismo religioso. "Quero me endereçar a todos os racistas, islamofóbicos e antissemitas: não se pode misturar os extremistas e os muçulmanos. Os loucos não têm cor ou religião. Parem de fazer guerra, criar confusão, incendiar mesquitas ou sinagogas, ou atacar as pessoas. Isso não trará os mortos de volta ou apaziguará as famílias", disse.