Alunos de universidade pública do Ceará defendem nomeação de professora travesti para reitora
"Luma Lá" é o nome do movimento iniciado por alunos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), no Ceará, para que uma professora travesti seja nomeada reitora pelo ministro da Educação Cid Gomes. A universidade está sem reitor desde 1º de janeiro, quando a ex-reitora Nilma Lino Gomes assumiu o cargo de secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. Conhecida em 2012 como a primeira travesti do Brasil a ter um doutorado, a professora Luma Andrade poderá ser a primeira travesti reitora do Brasil, no lugar de Nilma, a primeira reitora negra. "Nós já tivemos muitos nomes de homens importantes na história, de reitores, presidentes. Essa escolha vai muito além, condiz com a questão da diversidade sexual", defendeu o estudante Kaio Lemos, integrante do movimento de alunos, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Segundo o estudante, apenas "oito a dez" alunos" fazem parte do Luma Lá. A professora se disse surpresa e feliz com a iniciativa dos alunos. No entanto, acredita que muitas pessoas da Unilab encararam o movimento como uma afronta. "É um espaço de disputa, uma relação de poder, e existem pessoas que querem essa função e que tinham certeza de que iriam ocupar esse espaço", analisou. Cabe ao ministro Cid Gomes definir quem será o novo reitor da Unilab, que é uma universidade pública. O Ministério da Educação ainda não se manifestou sobre assunto.