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ONU rejeita resolução que pedia a retirada de Israel de territórios palestinos

ONU rejeita resolução que pedia a retirada de Israel de territórios palestinos
Foto: Reprodução
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) não aprovou a resolução que pedia a retirada de Israel dos territórios palestinos até 2017, nesta terça-feira (30). O texto, submetido pela Jordânia, teve 8 votos a favor, 2 contra e 5 abstenções, sendo que necessitava de 9 votos favoráveis para ser aprovado e ainda que nenhum dos cinco países permanentes do Conselho de Segurança votasse contra o texto. Além da Jordânia, votaram favoravelmente pela resolução o grupo árabe da ONU, a Argentina, o Chade, Chile, a China, França, Luxemburgo e a Rússia. Os Estados Unidos e a Austrália votaram contra, e os representantes do Reino Unido, da Lituânia, Nigéria, Coreia e de Ruanda abstiveram-se. O rascunho da resolução foi formalmente apresentado ao conselho há menos de duas semanas, mas os Estados Unidos recusaram logo apoiar a estipulação de um prazo para que seja alcançado um acordo de paz final com Israel. A resolução apontava um prazo de 12 meses para a conclusão das negociações para um acordo final e apelava a Israel para se retirar dos territórios palestinos até o final de 2017.O acordo conduziria à criação do Estado palestino, com Israel partilhando Jerusalém como capital, de acordo com o texto. A pressão para que seja reconhecido o Estado palestino como parte do acordo de paz final com Israel, defendido pelos palestinos, surge a uma altura em que cresce a preocupação da comunidade internacional quanto à violência na região e recrudescem os problemas no reinício das negociações entre as duas partes. As Nações Unidas já alertaram para um possível regresso ao conflito caso os esforços para promover a paz não sejam retomados. Os Estados Unidos, principal aliado de Israel, têm apelado à realização de mais consultas para a resolução das Nações Unidas, enquanto a Palestina, que tem desde 2012 o estatuto de Estado observador da ONU, já se afirmou disponível para negociações para alcançar o consenso dos 15 países que pertencem ao Conselho de Segurança.