Coluna A Tarde: O retorno das saúvas
A corrupção que abala a Petrobras e, de resto, o País, ocupando mídias brasileiras e internacionais, não foi uma ação do governo Dilma. Pelo contrário, tudo fez para não apurar os fortes indícios do escândalo, impedindo a todo custo, a formação de uma CPI mista da Petrobras. Temia que prejudicasse a sua campanha à reeleição, embora nunca haja certezas sobre o que emerge das apurações de uma CPI. De resto, à Comissão Parlamentar de Inquérito não era do interesse da base de sustentação do governo no Congresso, principalmente do PT, PMDB e PP. O Planalto orientava os partidos que dispunham de duas diretorias da petroleira. Eram comandadas pelos então diretores Renato Duque, ora preso, e Paulo Roberto Costa, que se tornou delator. Uma terceira diretoria, a Internacional, provavelmente integrava a corrupção e tinha à frente Nestor Cerveró.
