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Delação de executivo pode envolver Marcelo Odebrecht

Delação de executivo pode envolver Marcelo Odebrecht
Foto: Enrique Castro/ Reuters
firmado entre o executivo da empresa Toyo Setal, Julio Camargo, e o Ministério Público Federal (MPF), nas investigações da Operação Lava Jato, criou ambiente de tensão no grupo presidido por Marcelo Odebrecht, um dos maiores parceiros do governo federal, de acordo com informações do Diário do Poder. Camargo pagará uma multa de R$ 40 milhões, segundo o acordo, além de colaborar nas investigações de desvio de dinheiro de obras da Petrobras para partidos políticos, como PT, PP e PMDB. A empresa de origem japonesa Toyo Setal e a Odebrecht foram citadas pelo doleiro Alberto Youssef em depoimento à Justiça Federal de Curitiba, como fornecedoras da Petrobras que realizaram pagamento de propina no exterior. Ele revelou que a propina foi depositada no exterior e “internalizada” por ele no Brasil, para distribuição aos políticos. No acordo de delação premiada direcionado a empresas, o MPF promete redução do tamanho de sentenças em troca da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em que se comprometam a cessar a prática e adotar normas de governança corporativa em contratos com o setor público. Executivos da Odebrecht já sinalizaram que podem entrar na delação. Por meio de nota, o Grupo Odebrecht indicou que a informação "não procede" e que "documentos apreendidos pela Polícia Federal e divulgados recentemente não identificaram (como não poderiam identificar, já que as acusações são mentirosas) depósitos da Odebrecht nas contas no Exterior supostamente pertencentes ao ex-diretor da Petrobras.”