Divergência na política monetária de bancos centrais é justificada para presidente de BC japonês
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As diferentes situações econômicas entre os quatro países com os maiores bancos centrais do mundo justificam a discordância na política monetárias entre eles, afirmou o presidente do Banco do Japão Haruhiko Kuroda, em entrevista à revista Emerging Markets. “Creio que esta maneira não sincronizada de normalização monetária e de manejo da política monetária é bastante justificada. Uma saída sincronizada das políticas não convencionais por parte de todos os bancos centrais poderia ser muito mais difícil para algumas economias de mercados emergentes”, disse. Enquanto o Federal Reserve, banco central norte-americano, e o Banco da Inglaterra avançam em busca da normalização de sua política monetária ultra expansiva, o Banco Central Europeu e o Banco do Japão mantêm suas medidas de estímulo monetário. Para Kuroda, o banco central japonês manterá seu programa de alívio quantitativo enquanto a economia do país caminhar para uma recuperação moderada. Ele ainda reconheceu que a queda do iene, moeda local, favoreceu as exportações. “A depreciação do iene até o momento está amplamente em linha com os fundamentos e as condições financeiras. E isto será benéfico para a economia”.
