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Na Bahia, Dilma brinca que quer tocar no Olodum após deixar presidência

Por Juliana Almirante

Na Bahia, Dilma brinca que quer tocar no Olodum após deixar presidência
Última visita da petista à sede do bloco | Foto: Divulgação
A presidente Dilma Rousseff (PT) disse, em tom de brincadeira, em entrevista à rádio Metrópole na manhã desta quinta-feira (9), que depois de deixar o Palácio do Planalto, quer arriscar tocar os tambores do bloco-afro de Salvador Olodum. “Depois de ser presidente, vejo se eu consigo um espaço para tocar no Olodum. Vê se o pessoal me aceita lá”, brincou, em um discurso semelhante ao criado pelo seu perfil fake Dilma Bolada. “Acho que o Olodum ganhou projeção apesar dos governos”, avaliou. A petista está em Salvador para participar de um encontro com aliados, seguido de uma caminhada até a Igreja do Bonfim. “Vou agradecer aos votos. Fui lá antes e vou agora”, conta. Ela disse estar “extremamente tranquila” na expectativa do segundo turno, mesmo com as pesquisas que já apontam a liderança do adversário Aécio Neves (PSDB) e o desvio de siglas como PSB para o lado tucano. “Acho importante apoio dos partidos, mas em uma democracia ninguém controla o voto das pessoas”, minimizou. Dilma também reagiu às críticas de que seu eleitorado é formado por ignorantes e apenas por nordestinos. “Eu discordo da discussão de baixo nível que incita o ódio. Essa coisa de dizer que nossos votos são de pessoas ignorantes, como foi falado pelo Fernando Henrique Cardoso, mostra o preconceito e desconhecimento. As pessoas não são ignorantes, o povo brasileiro é esperto, informado não precisa de nenhum illuminati que precise dizer o que fazer”, defende. A presidente diz que a oposição entre Sudeste e Nordeste feita pelos opositores é ridícula, porque ela ganhou nas urnas do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ela também duvidou que Aécio deverá cumprir propostas de avanços em programas sociais implantados durante o governo petista. “Porque vou achar que vão fazer melhor do que nós, que lutamos diariamente 12 anos por esses programas?”, insinuou. O governador Jaques Wagner (PT) interrompeu a entrevista, no ar, e disse que a previsão é semelhante àquela feita pelo seu candidato eleito, Rui Costa (PT), contra Paulo Souto (DEM). “E porque não fez?”, perguntou Wagner. Dilma diz que o gestor baiano é uma peça “importante” da sua campanha e que construiu com ele uma “grande amizade”.