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Sindicato denuncia existência de prostituição e catálogo de mulheres no Complexo da Mata Escura

O Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (Sinspeb) denunciou a existência de um esquema de prostituição dentro do Complexo Penitenciário da Mata Escura, que inclui um catálogo de fotos de mulheres nuas, seminuas e em poses erótica, segundo informações do jornal A Tarde. A coletânea, que circula entre os celulares dos presos da Penitenciária Lemos Brito (PLB), é usada para agenciar os encontros sexuais, que custam entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil. “Existe prostituição dentro da penitenciária e não é de hoje. As mulheres são agenciadas pelos próprios presos. É a forma que eles têm de ganhar dinheiro. É gente perigosa. Vocês, jornalistas, não deveriam mexer nisso. É coisa para a polícia", disse ao A Tarde uma mulher que frequenta o entorno do complexo há 18 anos. O presidente do sindicato, Geonias Santos, informou que a maior parte das garotas de programa vem da orla de Salvador. “Existe, inclusive, um Disque Itapuã.  Em cada unidade da Lemos Brito, existe essa prostituição exacerbada”, disse. Ainda de acordo com a denúncia da entidade, as mulheres se cadastram como companheiras dos detentos para entrar na unidade. "Muitas chegam lá e não sabem nem o nome do preso que estão indo visitar. Na PLB, já ocorreram vários casos desse tipo, de a pessoa precisar olhar o nome na carteira [documento que a visita faz, com o nome dela e do interno, para ter acesso ao preso]", afirma Santos, que explicou que a carteira não “representa controle algum". O diretor da PLB, Everaldo Carvalho, confirmou a ocorrência de prostituição na penitenciária, mas negou a existência do catálogo. O diretor de gestão prisional da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), major Júlio Santos, se disse “pego de surpresa” com o catálogo e classificou a situação como “absurdo”. “Para ingressar no estabelecimento prisional, precisa passar por um processo de identificação de vínculo e até mesmo de amizade com o interno”, disse.