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Ampliação do ferry não exclui necessidade de ponte, diz Seplan

Ampliação do ferry não exclui necessidade de ponte, diz Seplan
Foto: Agerba
O sistema ferry-boat passará a funcionar de forma integrada com a ponte Salvador-Ilha de Itaparica, segundo a Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), que é responsável pelo projeto. De acordo com Paulo Henrique de Almeida, assessor da pasta que coordena a estruturação do projeto, a ampliação do sistema, com a chegada dos dois novos ferries
nesta segunda-feira (19), não acaba com a necessidade da construção da ponte, por conta da demanda sazonal.  Com o Zumbi dos Palmares e o Dorival Caymmi, importados da Grécia, a operação passará a contar com nove barcos. O gestor afirma que para atender satisfatoriamente nos momentos de pico, seria necessário um grande número de embarcações, que ficariam ociosas fora dos períodos de férias e feriados. “Por isso, o ferry-boat sozinho não tem condições de realizar a travessia para a ilha, sem gerar os transtornos de filas e espera nos períodos de grande volume de passageiros”, afirma Paulo. “Além disso, o atual sistema de ferry não atende às demandas de transporte de carga (caminhões), nem de transporte de massa (ônibus)”, explica. A ideia da Seplan é que os ferries continuem em operação após a implantação da ponte como um transporte alternativo aos pedestres. “Para as pessoas que se deslocarão a pé da Ilha para o Centro de Salvador, ou vice-versa, continuará sendo interessante usar o ferry ou o sistema de lanchas, evitando despesas desnecessárias com combustível, pedágio e estacionamento”, pontuou o assessor, que deu como exemplo as balsas da travessia Rio de Janeiro – Niterói, que funcionam em conjunto com a ponte entre as duas cidades fluminenses.