Caso Amarildo: Ação civil denuncia torturas a três jovens por participantes de abordagem em 2013
Foto: Reprodução/ TV Globo
Além do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido no dia 14 de julho do ano passado, mais três adolescentes podem ter sido vítimas de dois policiais apontados por tortura na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio. Uma ação civil pública do Ministério Público (MP) do Rio, também coloca cinco outras pessoas vítimas de agressões físicas e psicológicas por outros agentes lotados na mesma UPP responsável pela abordagem de Amarildo. De acordo com ação, o soldado Douglas Roberto Vital Machado torturou dois jovens moradores e o tenente Luiz Felipe de Medeiros invadiu a casa e ameaçou um de morte, além de partir para agressão com tapas, socos a fim de conseguir informações sobre "o paradeiro de drogas e determinado traficante". O MP quer que o Estado pague pelo menos R$ 50 mil a cada vítima de tortura ou seus familiares, o que totaliza nove pessoas. Em ação ajuizada pela promotora Gláucia Santana por ato de improbidade administrativa, contra 31 policiais militares acusados de torturar nove moradores da Rocinha, é solicitada a condenação dos policiais à perda da função pública e suspensão dos direitos políticos por cinco anos, além de pagamento de multa a ser fixada pela Justiça.
