Sinjorba emite nota de repúdio contra ameaça sofridas por repórteres do Correio
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba) emitiu nesta segunda-feira (18) uma nota de repúdio às ameaças sofridas na última semana pelos repórteres do jornal Correio*, por conta da cobertura do caso de Geovane Mascarenhas, desparecido após uma abordagem policial. Os jornalistas relataram que a redação recebeu uma ligação e um e-mail que parabenizavam o veículo pelas reportagens publicadas, mas diziam que os repórteres deveriam ficar alertas. “As tropas estão com sangue no olho”, afirma o autor da ameaça. A presidente do Sinjorba, Marjorie Moura, pedirá apoio à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) para coibir qualquer tipo de intimidação que tenha o objetivo de limitar o exercício profissional. “Recentemente, eu sugeri ao comandante que fosse feito um treinamento de mídia (media training) para melhorar o relacionamento entre policial e repórter”, disse Marjorie, em entrevista ao A Tarde. Ela ressaltou que, nos últimos anos, houve ao menos três casos de prisão, agressão e ameaça contra jornalistas baianos. Em um dos casos, após a greve da PM, um repórter que relatou ter sofrido ameaças afirmou que os policiais ficaram agressivos, e “um deles chegou a dizer que não recebeu o apoio dos jornais durante o movimento”.