Interrompido, debate com candidatos reúne reivindicações do setor da saúde
Por Luana Ribeiro
Foto: Divulgação/ABM
Com a morte do candidato a presidente Eduardo Campos (PSB), em acidente aéreo ocorrido na manhã desta quarta-feira (14) em Santos (SP), o debate dos postulantes ao governo do Estado na Associação Baiana de Medicina (ABM) foi suspenso – Lídice da Mata, que concorria ao cargo pelo mesmo partido do ex-governador de Pernambuco, participaria do encontro a partir das 14h. As discussões ocorridas no período matutino, porém, permitiram saber as reivindicações do setor da saúde para a próxima gestão. Para o presidente da ABM, Antônio Carlos Vieira Lopes, o evento foi importante para “encarar os candidatos nos olhos, vê-los de perto”. “O gestor nem sempre vê o que está acontecendo nos ambulatórios e hospitais. O nosso povo está acostumado a sofrer e não imagina que tem direito a voz. Nós podemos contribuir”, disse. Apesar de se tratar de um evento organizado pela classe profissional, com a participação do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed) e do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), foi dada ênfase ao estado da saúde pública no estado e o avanço do Sistema Público de Saúde (SUS).
"Esse modelo de privatização é completamente falido, para se fazer negócios e esquemas, não para desenvolver uma saúde pública de qualidade", disse o psolista. Para Renata, “não dá pra conciliar o privado e o público na esfera da saúde”. Paulo Souto (DEM) defendeu o modelo. “Não [sou contra]. Pelo contrário, eu fiz isso. Esse termo [terceirização] é muito vago. Por exemplo, quando contratamos a operação de um hospital a uma entidade filantrópica, é uma coisa que, na minha percepção, é uma coisa que trouxe bons resultados para o estado”, argumentou. O democrata demonstrou, durante a reunião, ter sentido mudanças no discurso da categoria e afirmou que via a figura do médico como "profissional liberal", mas que se entre os objetivos atuais da carreira está "participar de forma mais integral do serviço público, nós temos que nos debruçar sobre isso, temos que procurar uma solução para isso".
