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Enquanto argentino pensa em 'vingar' Seleção, alemão aposta em apoio brasileiro

Por Maria Garcia/ Luana Ribeiro/ Evilásio Júnior

Enquanto argentino pensa em 'vingar' Seleção, alemão aposta em apoio brasileiro
Fotos: Joilson Cesar / Ag. Haack / Bahia Notícias | Luana Ribeiro/ BN
O clima na Fan Fest de Salvador, neste domingo (13), dia da final da Copa do Mundo no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, é de divisão. Embora o público não seja tão numeroso quanto nas partidas da Seleção Brasileira, muita gente divide o espaço no entorno do Farol da Barra com as cores preto, vermelho e amarelo e azul celeste e branco. Nem mesmo o toró que atingiu a região por volta das 14h conteve a empolgação dos torcedores.

Metade argentino, metade alemão – os avós são do país europeu – e morador da Bahia – trabalha há sete anos como agente de turismo em Morro de São Paulo e é casado com uma mulher natural de Itaparica – Luiz Sellnan, 25 anos, não só aposta no time sulamericano como também no apoio dos brasileiros. "Meu coração estava dividido entre Brasil e Argentina. Senti muita dor nos 7x1. Estou torcendo para a Argentina, tanto porque sou argentino, quanto para vingar o Brasil. A Argentina vai superar a Alemanha com certeza, mas será muito difícil", palpitou o hermano, em entrevista ao Bahia Notícias, ao arriscar o placar de 1x0, com gol de Messi. "Vai ser o melhor jogador da Copa", completou.

Apesar do sentimento de "vingança", do lado oposto a expectativa é de conquistar os brasileiros pela rivalidade. O estudante Kevin Grünninger, 25, só não foi à decisão por "falta de dinheiro". Sem grana suficiente para comprar os ingressos, ele e um amigo decidiram ficar na capital baiana, onde estudam português há dois meses, porque "gostaram" da diversidade. "As pessoas são muito amigáveis e simpáticas. A cidade tem diferentes partes: histórica, praia...", listou, ao cravar, em sua opinião, qual será o resultado do jogo: "Três a zero. O bom é que agora os brasileiros vão torcer para a Alemanha por causa da rivalidade com a Argentina", acredita. A dupla, que veio da Costa Rica em direção ao hemisfério sul, pretende seguir em viagem pelos próximos dois anos. Não sem antes passar pela capital fluminense para comemorar o tetracampeonato.