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Nove em cada dez espionados pela NSA eram usuários comuns, diz jornal

A maioria das pessoas que teve sua vida digital espionada pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) não era de suspeitos de alguma atividade ilícita, afirmou reportagem do jornal "Washington Post". A partir de dados fornecidos por Edward Snowden, a publicação teria descoberto que nove em cada dez usuários espionados eram cidadãos comuns, mas foram encontrados e tiveram suas informações capturadas durante operações que investigavam outras pessoas. O levantamento se baseou em 160 mil e-mails e conversas de mensagens instantâneas e em documentos retirados de mais de 11 mil contas na internet, entre americanos e pessoas de outros países. Entre os materiais, estavam aqueles classificados como inúteis, como histórias de amor, separações, crises mentais e conversões políticas e religiosas, mas também informações consideradas úteis pela NSA, como revelações de um projeto nuclear e a identidade de intrusos perigosos em redes de informática americana. O jornal não detalha os casos para não atrapalhar operações em andamento. Na semana passada o "Post" informou que todos os países, com exceção de quatro —Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia - eram considerados alvos válidos de espionagem pela NSA.Informações da Folha de São Paulo.