'Querem transformar uma repetição de falsidades em verdade', diz Gabrielli sobre Pasadena
Por Evilásio Jr/ Marcos Russo
Foto: Elias Dantas / Ag. Haack / Bahia Notícias
Alvo de investigações e arguido em duas CPIs no Congresso Nacional, pela compra da refinaria de Pasadena, quando era presidente da Petrobras, o secretário de Planejamento do governo da Bahia, José Sérgio Gabrielli (PT), desfila no Dois de Julho e assegura: “Estou firme e forte na minha defesa dos fatos. Não tenho nada a dever. Enquanto analisarem os fatos, você vai ver que não há nenhum problema”. O petista criticou o rumo que a oposição quer dar ao caso. “A oposição está tentando fazer um trabalho de espuma onde não tem problema. Já fui quatro vezes ao Congresso, duas vezes a CPIs e, de fato, em termos de mérito, nada se evidencia como problema. No caso de Pasadena, houve um negócio realizado em uma determinada circunstância. Naquele momento era um negócio muito bom. Posteriormente o cenário mudou, houve uma crise internacional, os EUA descobriram uma nova fonte de hidrocarboneto e o Brasil muda com o pré-sal e deixa de ser rentável. Agora, em 2014, volta a ser rentável.” O secretário se vale da presunção de inocência para se defender. “A estrutura processual jurídica brasileira pressupõe o contra-argumento, você tem de provar as culpas. É isso que está acontecendo. Está se pegando os relatórios pré-liminares e se considerando como verdade”. Gabrielli ainda disse que não se irritou na última CPI com o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), pelo exaustivo questionamento. “Simplesmente estava exercendo o meu direito de explicar as questões nos fatos. Eu discordo das interpretações, especulações, insinuações. Querem transformar uma repetição de falsidades, várias vezes, em verdade”, arrematou.
