PF investiga construtoras por suspeita de repasse à empresa de doleiro
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Em 23 inquéritos abertos em decorrência da Operação Lava Jato, a Polícia Federal (PF) investigará grandes empreiteiras do país, como OAS, Mendes Junior e UTC Constran. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a suspeita é que as companhias tenham feito repasses a uma empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef, a MO Consultoria, apontado como líder do esquema de lavagem de dinheiro apurado pela PF e que o dinheiro tenha servido para pagar o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso durante a operação. A força-tarefa criada para tratar do caso acredita que a origem da propina seja a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, ainda em construção. No esquema, Costa teria a atribuição de intermediar contratos superfaturados da refinaria – ainda de acordo com a Folha, o Tribunal de Contas da União já apontou que, até 2010, chegava a R$ 1,32 bilhão o superfaturamento na Abreu e Lima. Com orçamento inicial de R$ 5 bilhões, as obras devem encerrar em 2015 com custo previsto em R$ 44 bilhões. Em uma denúncia do Ministério Público Federal, os procuradores informam que todos os recursos passados à MO Consultoria são propina”. A empresa do doleiro recebeu R$ 89,7 milhões neste período. Além dos depósitos feitos pelas construtoras, os inquéritos também citam um manuscrito em que seis fornecedores da Petrobras afirmam que contribuiriam para a campanha de pessoas ligadas ao ex-diretor. Segundo a Folha, o texto foi escrito por João Cláudio Genu, chefe de gabinete da liderança do PP em Brasília, condenado a quatro anos de prisão no processo do mensalão.
