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Forças Armadas evitam falar de tortura e assassinatos na ditadura

Forças Armadas evitam falar de tortura e assassinatos na ditadura
Jornalista Vladimir Herzog, morto em 1975 pela ditadura/Foto: Reprodução
Exército, Marinha e Aeronáutica disseram em relatórios enviados à Comissão da Verdade que não praticaram desvios de finalidade durante a ditadura civil-militar brasileira, entre 1964 e 1985. De acordo com matéria da Folha, as Forças Armadas não fizeram nenhuma menção sobre casos de presos políticos detidos, torturados ou assassinados nas unidades investigadas pela Comissão. Segundo os militares, os postos funcionaram de acordo com a legislação vigente à época. As sete instalações em investigação foram: as unidades dos antigos DOIs (Destacamentos de Operações de Informações do Exército) no Rio, em São Paulo e no Recife; os quartéis da 1ª Companhia da Polícia do Exército da Vila Militar, no Rio, e do 12º Regimento de Infantaria do Exército, em Belo Horizonte; a Base Naval da Ilha das Flores e a Base Aérea do Galeão. Nesses locais, dezenas de presos políticos foram mortos e torturados. Só a Comissão da Verdade apontou 15 presos torturados e nove mortos nas unidades. Em todos esses casos, o Estado brasileiro reconheceu a responsabilidade nos episódios e indenizou vítimas e familiares. Ainda de acordo com a Folha, o Ministério da Defesa e os comandantes militares não se manifestaram sobre a conclusão dos trabalhos. A comissão, por sua vez, informou que vai analisar os resultados para depois fazer um pronunciamento sobre o tema nos próximos dias.