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Conselho de ética ouve testemunhas em processo de cassação de André Vargas

Conselho de ética ouve testemunhas em processo de cassação de André Vargas
Vargas militou por 24 anos no PT; Câmara ainda não foi comunicada de desfiliação
O Conselho de Ética da Câmara Federal se reúne nesta quarta-feira (18) para ouvir testemunhas no processo de quebra de decoro contra o deputado André Vargas (atualmente sem partido). Segundo o relator do processo, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), devem ser ouvidas primeiro as testemunhas de acusação e depois as de defesa. Vargas responde a processo no Conselho de Ética pelo relacionamento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal. Segundo a operação, o doleiro pagou despesas de um jatinho para levar o parlamentar e a família para passar as férias em João Pessoa no final do ano passado. Ainda nos grampos da PF, é identificado que Vargas teria intercedido em favor de uma das empresas de fachada de Youssef, a Labogen, em contratos com o Ministério da Saúde. Nas conversas, o doleiro diz que o contrato da Labogen garantiria a “independência financeira” dos dois. Entre as testemunhas que serão ouvidas ao longo do processo estão o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, que teria intermediado as negociações com o laboratório Labogen; o presidente do PT, Rui Falcão; o líder do partido na Câmara, deputado Vicentinho (SP); o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP); Bernardo Tosto, dono do jatinho usado por Vargas; e Leonardo Meireles e Esdras Ferreira, donos do Labogen. Vargas se desfiliou do PT, partido em que militou por 24 anos, mas, até agora, nem ele nem o partido declararam formalmente à Câmara dos Deputados a desfiliação. Informações da Agência Câmara.