Coluna A Tarde: As vaias são normais
Quando foi governador da Guanabara, Carlos Lacerda passou todo o período do mandato sem frequentar o Maracanã, como era do seu hábito. Costumava dizer que o povão tinha uma espécie de alergia ao homem público e as vaias eram normais. No regime militar, os ditadores Costa e Silva e Garrastazu Médici frequentavam o estádio, mas a situação era outra. Agentes de segurança misturavam-se com o povo e, ao invés das vaias, havia o silêncio. Mesmo que Médici usasse um radinho para acompanhar as partidas, o que era também uma forma de parecer popular, embora a população sempre nutrisse ódio contra os ditadores que tolhiam as liberdades individuais. O medo sobrepujava as vaias. Clique aqui e confira a coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde deste domingo (15).
