Protesto no Campo Grande quer levar reivindicações à ONU
Por Francis Juliano / Carol Prado
Foto: Elias Dantas / Ag. Haack / Bahia Notícias
Composto principalmente por integrantes de movimentos sociais, o protesto contra a Copa do Mundo organizado na tarde desta sexta-feira (13), no Campo Grande, em Salvador, ganhou corpo – após apenas quatro pessoas aparecerem no horário marcado da concentração, às 14h. Por volta das 15h30, o Bahia Notícias contou cerca de 60 manifestantes no local, alguns deles com metas bastante ambiciosas. Membro da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), uma das organizações que encabeçam o ato, Agemiro de Almeida, de 50 anos, disse que a entidade pretende colher assinaturas para pedir ao Ministério Público, ao Congresso Nacional, à Organização dos Estados Americanos (OEA) e até à Organização das Nações Unidas (ONU) a abertura da “caixa-preta dos gastos públicos com o Mundial”. “O que queremos é mais transparência, já que o Portal da Transparência [site do governo federal que informa o destino dos recursos públicos] não nos representa e não diz o que queremos saber”, afirmou, com uma caixa de papelão pintada de preto nas mãos. O estudante de ciências contábeis da Uneb e integrante da Associação Nacional dos Estudantes Livres (Anel) Gustavo Mascarenhas, de 22 anos, é mais comedido – para ele, o objetivo é chamar a atenção da população soteropolitana para o custo do campeonato de futebol. O grupo representante da Anel conduz, na manifestação, uma faixa com os dizeres "Fora, Fifa", assinada com o logo do PSTU. Concentrados na praça do Campo Grande, os integrantes do movimento ainda não decidiram qual será o rumo do protesto, que ocorre durante a primeira partida do torneio em Salvador, entre Espanha e Holanda, iniciada às 16h.
