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Extradição de Pizzolato será julgada nesta quinta por Justiça da Itália
Foto: Reprodução
O pedido do governo brasileiro para extraditar o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato no chamado mensalão, será julgado nesta quinta-feira (5) pela Corte de Apelação de Bolonha, na Itália. Ele fugiu do Brasil em setembro do ano passado, antes do fim do julgamento, e foi preso em fevereiro, em Maranello, na Itália. A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao país europeu os procuradores Vladimir Aras e Eduardo Pelella para acompanhar o julgamento. A defesa da extradição será feita por um escritório contratado pela Advocacia-Geral da União (AGU). O pedido foi feito pela PGR e entregue ao governo italiano pelo Ministério das Relações Exteriores, em fevereiro. A procuradoria entende que, mesmo com cidadania italiana, Pizzolato pode ser enviado para o Brasil. “O tratado de extradição firmado em 1989 entre o Brasil e a Itália não veda totalmente a extradição de italianos para o Brasil, uma vez que cria apenas uma hipótese de recusa facultativa da entrega. O Código Penal, o Código de Processo Penal e a Constituição italiana admitem a extradição de nacionais, desde que expressamente prevista nas convenções internacionais”, diz a PGR. A defesa de Pizzoolato afirmou ao tribunal italiano que o ex-diretor não pode ser extraditado para o Brasil, por ter cidadania italiana. O ex-diretor do BB também alegou que foi submetido a julgamento político pelo Supremo Tribunal Federal. Informações da Agência Brasil.

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