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'Nunca vi taxas de traição tão elevadas', diz Zezéu, após ser eleito conselheiro do TCE

Por Rodrigo Aguiar

'Nunca vi taxas de traição tão elevadas', diz Zezéu, após ser eleito conselheiro do TCE
Foto: Alexandre Galvão / Bahia Notícias
Eleito em uma polêmica e tumultuada votação para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado federal Zezéu Ribeiro (PT) afirmou nesta sexta-feira (30) ter ficado surpreso com a “traição” de parte da base governista – que votou no seu concorrente, o deputado estadual Carlos Gaban (DEM), no primeiro turno. “Nunca vi taxas de traição tão elevadas na minha vida política. Houve traição na primeira votação”, disse o petista, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5. Na primeira etapa do pleito, Gaban venceu por 28 votos a 27. No segundo, o placar foi de 35 votos favoráveis a Zezéu, 23 para o democrata e dois nulos, além de três abstenções. Durante a segunda parte, a oposição acusou parlamentares da base de tirarem fotos das suas cédulas para comprovar que não traíram o governador Jaques Wagner (PT). Dois fatos foram citados pelos oposicionistas como comprovadores do ato ilegal: a demora em colocar o voto na urna e o reflexo de flashes. A denúncia foi considerada “vazia” por Zezéu. “Partiram para a perda do decoro parlamentar, foi uma cena horrível, a mais perversa cena no processo democrático. A formação deles é essa”, afirmou o deputado, em referência à confusão generalizada ocorrida no plenário. A oposição anunciou que tentará impugnar judicialmente a sessão. Aliado de Wagner, o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PDT), prometeu abrir representação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da AL-BA contra os oposicionistas Elmar Nascimento e Paulo Azi, ambos do DEM, por terem fomentado a discussão.