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Projeto que favorece rodoviários será votado 'no máximo' até dia 10, diz Pinheiro

Por Evilásio Júnior

Projeto que favorece rodoviários será votado 'no máximo' até dia 10, diz Pinheiro
Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O senador Walter Pinheiro (PT-BA) assegurou ao Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), que o Projeto de Lei Complementar (PLC) 41/2014 – que reduz a carga horária dos motoristas de ônibus urbanos para seis horas – será votado na Casa até o próximo dia 10 de junho. De acordo com o parlamentar, a ideia é de que seja feito um acordo com o governo para acelerar a tramitação da matéria, já aprovada na Câmara dos Deputados. "A gente tinha tentado apressar com um substitutivo no Senado para acelerar o projeto da Câmara. [o prefeito de Salvador] ACM Neto, inclusive, falou comigo na quarta passada para ver se eu conseguia colocá-lo para falar com Renan [Calheiros, PMDB-AL, presidente do Senado]. Só tem uma pequena coisa: o relator, Romero Jucá, pontuou que tem um problema de peso e eixo [para caminhoneiros], mas que interfere mais em questão de estrada. Se mexer nisso, o projeto volta. A minha proposta é que a gente separe a questão de eixo, aprove o projeto e o governo vete essa parte. Ao invés de mudar o projeto, a gente muda a redação e transforma o trecho em parágrafo, senão teria que vetar um artigo inteiro. Assim, a matéria não precisaria mais voltar à Câmara e iria direto para a sanção presidencial", detalhou o petista.

Nesta terça (27), às 15h, haverá uma reunião do Colégio de Líderes com Calheiros para definir o andamento da proposta. A expectativa de Pinheiro é a de que a urgência para o PLC seja votada até quarta (28). "Na minha cabeça, no máximo até o dia 10 de junho, portanto a 48h do início da Copa, dá para a gente aprovar esse projeto. Falei com o sindicato e isso aí é tranquilo para os rodoviários, não só da Bahia, mas do Brasil inteiro. O projeto vai à sanção com tudo que atende aos motoristas [de ônibus]. Eu acho que é uma forma de os rodoviários de Salvador apostarem: dar um voto não só de confiança, mas de esperança, e a gente aprova isso rapidinho", estimou Pinheiro. Embora a categoria tenha feito acordo com o patronato, dissidentes da entidade de classe favoráveis à greve promoveram protesto até a noite desta segunda em ruas movimentadas da capital baiana.